Rolling Meadows, IL, USA (4 Aug 2009)—Uma pesquisa realizada em nove países com mil duzentos e dezessete profissionais de TI revela que empresas de todo o mundo acreditam estar concretizando valor a de seus investimentos em TI. A verdade, porém, é que não podem ter certeza disso, já que menos da metade compreende o valor por toda a empresa e dois terços deixam de medi-lo na íntegra.
A pesquisa “Valor dos Investimentos em TI”, realizada pela ISACA – uma associação de oitenta e seis mil profissionais de governança, segurança e garantia de TI – constatou que metade dos participantes acredita que extrai de seus investimentos em TI entre 50% e 74% do valor esperado.
“As más novas, porém, são que metade dos participantes disse ter medido o valor real apenas “até certo ponto” e, o que é alarmante, um em cada dez deles não fez nenhuma medição”, disse Robert Stroud, certificado em governança de TI empresarial (CGEIT) e vice-presidente internacional da ISACA.
Comentando os resultados da pesquisa, John Thorp, presidente da equipe de desenvolvimento de valor em TI (Val IT) da ISACA, disse que, apesar de a maioria das empresas ter a percepção de concretizar o valor da TI, poucas entre elas têm uma compreensão real do significado desse valor e um número ainda menor mede-o efetivamente.
De acordo com Thorp, que é também presidente da Thorp Network, isso levanta uma questão interessante: “Em que as empresas se baseiam para tomar decisões sobre gastos?” “As empresas que não medem o valor integralmente são incapazes de determinar quais são os investimentos bem-sucedidos e quais os que precisam ser cortados”, afirmou ele. “Em consequência disso, várias empresas estão perdendo novas oportunidades de negócios e podem até estar fazendo investimentos malsucedidos.”
Thorp disse ainda: “A pesquisa indica também que a maioria das decisões relativas ao valor da TI são subjetivas e muitas vezes se baseiam em percepções e emoções, não em fatos. As organizações não conseguirão sequer chegar perto de concretizar todo o valor de seus investimento em TI se não adotarem práticas de gestão de valor eficazes e não atribuírem à diretoria e ao diretor executivo a responsabilidade pelo valor com origem nesses investimentos, em vez de transferi-la para o diretor de tecnologia”.
No estudo, 15% dos participantes disseram que o papel de garantir ótimos retornos para os públicos de interesse foi administrado pela diretoria; 11% afirmaram o diretor executivo tratou dessas questões; e apenas 9% disseram que a tarefa ficou a cargo do diretor financeiro. Do total, 8% admitiram que ninguém foi o responsável por isso na empresa.
Do lado positivo, 76% dos participantes disseram conhecer a estrutura de Val IT, e 44% das empresas entrevistadas tinham essa estrutura ou diretrizes definidas para escolher o investimento que resultaria no valor mais alto.
A estrutura, formada por um conjunto de documentos que busca ajudar na governança e na adoção das melhores práticas em investimentos de TI, é apoiada por 44% das empresas, que usam as diretrizes para ajudar na geração do melhor valor a partir dos seus investimentos.
Os resultados completos da pesquisa podem ser obtidos entrando-se em contato com news@isaca.org.
Fundada em 1969, a ISACA (www.isaca.org) publica as estruturas COBIT, Val IT e Risk IT e administra as certificações CISA, CISM e CGEIT.
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